O presidente do Líbano, Michel Suleiman, aceitou formalmente neste sábado o pedido de renúncia do primeiro-ministro do país, Najib Mikati, que deixou o governo culpando as brigas internas durante um período de crescentes tensões sectárias. O premiê submeteu sua demissão por escrito ao presidente, depois de anunciar um dia antes que sairia do cargo.

A renúncia inesperada de Mikati lançou uma nuvem de incerteza sobre o Líbano num momento crítico e ameaça deixar um vazio nos mais altos escalões em meio à violência esporádica desencadeada pela guerra civil na Síria. Isso deve abrir caminho para o que deve ser uma prolongada disputa política, à medida que blocos do parlamento tentam construir uma coalizão majoritária para escolher um novo primeiro-ministro.

“Eu espero que essa renúncia proporcione uma abertura no impasse existente e abra espaço para uma solução política”, disse Mikati depois de uma reunião com Suleiman neste sábado. Ele ocupava o cargo desde junho de 2011, liderando um governo dominado pelo grupo militante xiita Hezbollah e seus aliados, muitos dos quais têm estreita relação com a Síria.

Seus principais rivais são a coalizão ocidental liderada pelo ex-primeiro-ministro, Saad al-Hariri, filho de Rafik Hariri, que também atuou como premiê e foi morto em uma bombardeio em 2005. Bilionário educado em Harvard, Mikati foi escolhido para liderar o governo, depois que o Hezbollah forçou o colapso do governo anterior pró-Ocidente. As informações são da Associated Press. (Equipe AE)