Sanaa, Iêmen, 29/10/2016 – O presidente exilado do Iêmen rejeitou um acordo de paz proposto pela ONU e destinado a acabar com conflito devastador do país, dizendo que ele “premiaria” os rebeldes. O acordo de paz proposto daria aos rebeldes xiitas, que tomaram a capital iemenita em 2014 e forçaram o presidente Abed-Rabbo Mansour Hadi a deixar o país, uma participação no futuro governo. Ele também reduziria alguns dos poderes do presidente em troca da retirada dos rebeldes das grandes cidades.

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Hadi fez as declarações durante uma visita do enviado da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, na capital saudita, Riad, neste sábado. “O povo iemenita condenou essas ideias e o chamado roteiro, na crença de que o acordo é uma porta de entrada para mais sofrimento e guerra”, disse Hadi em um comunicado divulgado pela presidência. “As ideias apresentadas … carregam as sementes de guerra”, acrescentou. “Ela premia os líderes do golpe e pune o povo iemenita ao mesmo tempo.”

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A declaração informa que Hadi disse a Ahmed que a paz é alcançável apenas quando o “golpe rebelde” for revertido, com base em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que estipula que os rebeldes devem depor as armas e se retirar das cidades como pré condição para qualquer acordo de paz.

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O conflito no Iêmen já deixou mais de 10 mil mortos e feridos e deslocou

quase 3 milhões de pessoas. A nação mais pobre do mundo árabe já estava

sofrendo com as altas taxas de desnutrição, e a guerra e um bloqueio imposto

pela coalizão militar liderada pela Arábia Saudita aprofundou a turbulência e a fome no país. Fonte: Associated Press