O presidente do Egito, Mohammed Mursi, voltou ao trabalho hoje no palácio presidencial, no Cairo, enquanto opositores continuam a protestar em frente à sede do governo do país contra a aprovação da nova Constituição.

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Mursi deixou a casa presidencial na tarde de ontem, enquanto mais de 100 mil pessoas faziam um ato contra a nova lei máxima egípcia, aprovada pelo mandatário na última sexta, e contra os decretos que aumentaram o poder do presidente.

A informação foi revelada por integrantes do governo egípcio às agências de notícias Reuters e Associated Press. Enquanto isso, cerca de 300 manifestantes continuam a protestar contra as medidas do governo e acamparam na praça em frente ao palácio.

A sede do governo amanheceu pichada com mensagens contra o presidente e a Irmandade Muçulmana, grupo islâmico ao qual pertence. Outros opositores permanecem acampados na praça Tahrir, local que foi símbolo dos protestos contra o ex-ditador Hosni Mubarak.

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Grupos de oposição acusam Mursi de se apropriar de poderes para impor a nova Constituição, redigida às pressas por uma assembleia dominada por políticos islâmicos. Os adversários políticos haviam renunciado em protesto contra a composição da comissão.

O principal temor é que o documento inclui artigos da lei islâmica, a sharia, que podem limitar liberdades individuais e direitos de cidadãos liberais. A Constituição será promulgada se for aprovada num referendo na semana que vem, que foi convocado por Mursi no último sábado.

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