O presidente da Somália, Abdullahi Yousef Ahmed, sobreviveu neste domingo (1º) a dois ataques cometidos por milicianos contrários a seu governo quando se dirigia ao aeroporto de Mogadiscio, capital somali, confirmaram fontes da Presidência. Os agressores atacaram a comitiva primeiro em um posto de controle na estrada que liga a cidade de Dakba a Mogadiscio. Forças etíopes que acompanhavam o presidente responderam ao ataque com lança-granadas e metralhadoras e duas pessoas morreram durante o enfrentamento.

"Tentaram bloquear a estrada para frustrar os planos do presidente de viajar para Djibuti", disse o porta-voz da Presidência, Hussein Mohammed Hubsired, em entrevista coletiva. Segundo Hubsired, "atacaram cruelmente para acabar com a vida do presidente", mas não deixaram feridos, nem entre os membros da segurança.

Uma segunda agressão aconteceu enquanto o presidente chegava ao aeroporto de Mogadiscio, onde começaram a cair granadas de morteiro ao redor e dentro do local. O presidente ia para Djibuti a fim de se reunir segunda-feira com membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A ONU começou, neste domingo, a ouvir as diversas partes envolvidas no conflito vivido na Somália desde 1991, quando o então presidente somali, Siad Barre, foi deposto. No entanto, a oposição ao governo somali diz que não estará presente nas negociações. Segundo a oposição, a ONU os informou que aconteceria um seminário sobre questões humanitárias e a resolução do conflito, não uma reunião com os membros do governo provisório.

"Não estão presentes devido a erros técnicos da ONU, mas resolveremos isso em breve", disse o representante da Secretaria-Geral da ONU, Ahmedou Ould-Abdallah. As forças islâmicas da Somália e o governo provisório, formado pelos principais líderes dos partidos políticos do país, estão em conflito desde o levante das Cortes Islâmicas em 2006, que foi reprimido poucos meses depois com a ajuda de tropas etíopes.