Em discurso no Palácio do Itamaraty, na solenidade de homenagem ao presidente da Alemanha, Christian Wulff, e sua comitiva, a presidente Dilma Rousseff defendeu a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) para que seu Conselho de Segurança (CS) reflita a correlação de forças do mundo atual. “Só assim, com a presença de países que espelhem a nova relação de forças políticas no mundo, será possível ter um conselho mais efetivo, mais eficaz e que, de fato, represente os interesses da humanidade”, enfatizou.
Ele apoiou o pleito brasileiro de reforma da ONU. “Temos e criar uma ordem mundial onde nos sintamos bem”, disse. “Defendemos os mesmos valores de liberdade e competição de ideias”, acrescentou.
Ela disse acreditar que hoje há no mundo “base suficiente para uma iniciativa sobre a reforma que contemple a expansão dos assentos permanentes e não permanentes”. A presidente observou que os conflitos recentes em países do Norte da África e Oriente Médio mostram que “não há porque optar entre o conformismo de um lado, violência intervencionista de outro”. Para ela, “a realidade é muito mais rica e complexa”.
Dilma defendeu uma solução na região conflagrada que contemple as liberdades civis e os direitos humanos. “Cada uma dessas situações depende de tratamento específico atento às verdadeiras raízes dos problemas e à busca de soluções duradouras em respeito à soberania nacional, que promovam liberdades civis e a defesa dos direitos humanos em todos os países da região, sem seletividade”, enfatizou. A seguir, a presidente fez um brinde “à crescente prosperidade de Alemanha e Brasil” e de seus povos e à crescente relação bilateral entre os dois países.
Boato
Na chegada ao Itamaraty, Dilma, preocupada em desfazer os boatos sobre seu estado de saúde, voltou a falar sobre o tratamento intensivo a que se submete desde o diagnóstico de pneumonia, na semana passada. “Acabaram de me dizer que todos os exames estão ótimos. Agora só tenho que tomar os antibióticos”, observou. Avisada de que antibióticos baixam a imunidade, ela retrucou: “Não a minha”. E emendou: “Mas tenho que tomar (os remédios) de forma sistemática”.
O presidente alemão fez uma exaltação aos resultados econômicos e sociais alcançados pelo Brasil nos últimos anos e destacou a importância da parceria entre os dois países. “Com crescimento econômico e social expressivo, o Brasil é exemplo de superação para o mundo”, observou Wulff. “O Brasil combina democracia e economia com meio ambiente e combate à pobreza”, acrescentou.


