Preocupados com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, ministros europeus de Relações Exteriores planejam abordar as relações com os EUA sobre questões-chave como a Rússia e o Irã em um jantar de emergência convocado para a noite de domingo.

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A União Europeia trabalhou em estreita colaboração com o governo de Barack Obama para construir uma ampla pressão econômica contra a Rússia sobre a crise ucraniana e chegar a um acordo com o Irã para reduzir seu programa nuclear. Durante a campanha presidencial, Trump sugeriu que poderia desmontar as políticas do seu antecessor em ambas as questões.

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Um governo Trump focado em questões domésticas, como alguns na Europa temem, também traz dificuldades para a região, que tem lutado para desenvolver uma maior integração de segurança e de defesa do bloco.

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Diplomatas europeus dizem que o resultado final é que, pela primeira vez em décadas, os principais governos europeus têm pouca ideia de como será a próxima política externa do presidente dos EUA. Trump e seus principais assessores de política externa tiveram pouco contato com os principais líderes europeus e seus altos funcionários, embora a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, tenham falado brevemente com Trump durante as eleições.

Em um sinal dessa dificuldade, o chefe da política externa da UE, Federica Mogherini, poucas horas depois da vitória de Trump, pediu aos ministros de Relações Exteriores do bloco que realizassem um jantar privado para debater a UE e os EUA, no domingo à noite, em Bruxelas, um dia antes de uma reunião programada.

Na mesma hora, altos funcionários europeus já alertavam sobre os laços transatlânticos mais turbulentos à frente. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse que a Europa deve se preparar para uma política externa “menos previsível” dos EUA. Diplomatas europeus disseram também que a política da UE em relação à Rússia e ao Irã pode rapidamente apresentar conflitos com a nova administração.

As afirmações de Trump sobre laços mais estreitos com o presidente russo, Vladimir Putin, levantou preocupações de que uma aproximação entre os dois países poderia reabrir divisões de longa data dentro do bloco europeu sobre suas sanções contra a Rússia.

Com o estímulo dos EUA, o bloco impôs amplas sanções econômicas após a intervenção de Moscou na crise na Ucrânia em 2014. Essas sanções devem ser renovadas no final de janeiro, poucos dias após o início do governo Trump, mas uma decisão sobre sua extensão provavelmente será necessária no próximo mês, quando os líderes da UE se encontram. Fonte: Dow Jones Newswires.