O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, defendeu nesta segunda-feira sua polícia para o terrorismo. Durante um longo dia de debates no Parlamento, Abe defendeu-se de várias perguntas sobre a forma como cuidou da questão dos reféns, situação que terminou com a notícia, divulgada na manhã de domingo, de que o jornalista Kenji Goto havia sido decapitado pelos extremistas do grupo Estado Islâmico.

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Abe afirmou que seu anúncio de ajuda não militar, no valor de US$ 200 milhões, para a luta contra o Estado Islâmico, feito durante uma visita ao Oriente Médio dias antes de os militantes exigirem o mesmo valor em troca da libertação dos dois reféns, teve como objetivo transmitir o forte compromisso do Japão no combate ao terrorismo e promover a paz e a estabilidade na região.

Alguns questionaram a decisão, afirmando que Abe deveria ter sido mais cauteloso e não ter mencionado o Estado Islâmico pelo nome. Respondendo a uma pergunta de um deputado da oposição, Abe confirmou que tinha ciência da situação dos reféns ao fazer o anúncio da ajuda.

O premiê disse que quis tornar pública a contribuição do Japão no combate ao extremismo e rejeitou a ideia de uma abordagem mais cautelosa. “Da mesma forma como a sociedade internacional busca restaurar a paz e a estabilidade no Oriente Médio…eu acho que era o destino mais apropriado para uma visita e que eu deveria transmitir minha mensagem para o mundo de lá”, afirmou Abe. “Eu achei que anunciar a contribuição do Japão, no cumprimento de sua responsabilidade, ajudaria no combate ao terrorismo e evitaria sua expansão.”

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Abe disse não ter visto um aumento no risco de terrorismo após as ameaças feitas pelos extremistas num vídeo, no qual prometem atacar japoneses. “Os terroristas são criminosos”, afirmou o premiê. “Estamos determinados a persegui-los e responsabilizá-los por seus atos.”

Apesar disso, o Japão ordenou a elevação das precauções de segurança em aeroportos e outros meios de transporte público e em instalações japonesas no exterior, como embaixadas e escolas.

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O governo também pediu aos jornalistas e outros cidadãos, que estiverem em áreas próximas ao conflito, que se retirem da região, tendo em vista o risco de novos sequestros e outras ameaças feitas pelos militantes.

A bandeira do lado de fora do gabinete do primeiro-ministro estava a meio mastro, em sinal de luto para morte de Goto e do outro refém, Haruna Yukawa, assassinado antes do jornalista. Fonte: Associated Press.