O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje algumas novas construções em Jerusalém Oriental, após uma demolição na área causar condenação internacional. Segundo ele, o que ocorre no bairro palestino de Sheikh Jarrah é um projeto privado “de acordo com a lei israelense”. Em comunicado hoje, Netanyahu afirmou que Israel “não irá impor uma proibição para que judeus comprem propriedades privadas em Jerusalém” e que os árabes podem comprar ou alugar propriedades em bairros judeus.

A construção levou a críticas da União Europeia (UE), dos palestinos e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que disse ontem estar “muito preocupada” com a obra. Hillary afirmou que o projeto “contradiz a lógica” de uma paz negociada entre israelenses e palestinos. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado independente.

Israel demoliu um conhecido hotel de Jerusalém Oriental para abrir caminho para residências de assentados israelenses. Segundo um porta-voz da chancelaria israelense, há uma confusão entre questões de direitos privados, de lei internacional e políticas.

Já a chefe da política externa da UE, Catherine Ashton, condenou “fortemente” ontem a demolição do Hotel Shepherd. Serão construídas no local 20 casas de assentados israelenses, no bairro de Sheikh Jarrah.

O Egito e a Jordânia advertiram que a demolição do hotel poderia causar distúrbios nos territórios palestinos. O chanceler da Jordânia, Nasser Judeh, divulgou comunicado condenando a demolição. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.