Portugal: Passos Coelho tenta reverter debandada

O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, negou nesta terça-feira que renunciará ao cargo, apesar de ter perdido o apoio de dois importantes membros de seu gabinete em menos de 24 horas em meio a divergências sobre as políticas de austeridade.

Em pronunciamento à nação na noite de hoje, Pedro Passos Coelho prometeu que seu governo continuará se empenhando na recuperação da economia portuguesa. “Não vou desistir de meu país”, disse ele.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Paulo Portas, apresentou sua renúncia ao cargo, mas Passos Coelho disse que não aceitaria a saída e que tentaria contornar a situação.

O chanceler Paulo Portas lidera o Centro Democrático e Social – Partido Popular (CDS-PP). Apesar de pequeno, o CDS-PP garante ao governo maioria no Parlamento.

Ontem, o ministro das Finanças, Vitor Gaspar, deixou o governo queixando-se da falta de apoio político a seu programa de austeridade.

Em comunicado, Portas disse que sua renúncia é uma forma de protesto à escolha da secretária do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, como nova ministra de Finanças. Assim como Gaspar, Maria Luís enfatiza a necessidade de o governo manter forte controle sobre o Orçamento.

Portugal atravessa uma grave recessão e as políticas de austeridade implementadas pelo governo em troca de um resgate financeiro internacional carecem de apoio popular. Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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