O poeta Javier Sicilia liderou hoje o início de uma mobilização de quatro dias para exigir o fim da violência no país, logo após seu filho ser assassinado supostamente pelo crime organizado.
A chamada “Marcha pela Paz”, convocada por Sicilia, partiu com dezenas de pessoas da capital do Estado de Morelos, no centro do país, e pretende até o domingo chegar ao Zócalo, na Cidade do México, depois de realizar várias paradas.
O jovem Juan Francisco Sicilia e outras seis pessoas foram encontradas assassinadas em 28 de março em Cuernavaca, capital de Morelos, que nos últimos anos sofre com uma espiral de homicídios atribuídos a uma disputa de grupos rivais do narcotráfico. A violência piorou com a morte, em dezembro de 2009, do líder do cartel das drogas dos irmãos Beltrán Leyva.
Três pessoas vinculadas ao narcotráfico foram detidas como suspeitas pela morte do filho do poeta. As mortes causaram indignação em vários setores da população, que se somaram aos gritos lançados pelo poeta e começaram a se tornar uma espécie de símbolo da população diante da violência do crime organizado.
Os assassinatos atribuídos ao crime organizado já superam os 34.600 desde dezembro de 2006, quando o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva contra os cartéis das drogas. As informações são da Associated Press.