Preocupadas em crescer e ultrapassar várias gerações, um número cada vez maior de empresas familiares brasileiras vem buscando ferramentas jurídicas e administrativas que lhes dêem mais agilidade e poder competitivo no mercado. Para oferecer uma melhor compreensão do funcionamento da relação entre empresa, família, propriedade, sócios e investidores, será realizado nesta quinta-feira, dia 22 de novembro, das 8h30 às 12 horas, na sede da Unindus/Cietep (Av. Comendador Franco, 1341, Curitiba), o painel ?Planejamento Societário e Sucessório em Empresas Familiares?.

continua após a publicidade

Destinado a proprietários de empresas familiares, herdeiros e conselheiros de empresas de capital aberto ou fechado, o evento é organizado pela Universidade da Indústria (Unindus) ? uma iniciativa do sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) ?, e pelo escritório Peregrino Neto & Beltrami Advogados.

Na ocasião, a advogada e sócia sênior da Peregrino Neto & Beltrami Advogados, Silviane Scliar Sasson, abordará os temas: Conceito de Empresas Familiares; Sucessão em Empresas Familiares: Desafio para Perpetuação; Planejamento da Sucessão; Planejamento Multidisciplinar; e Ferramentas do Planejamento da Sucessão. O diretor presidente da Sabaralcool S/A – Açúcar e Álcool, Ricardo Albuquerque Rezende, apresentará o case da Sabaralcool.

Empresas familiares

continua após a publicidade

Segundo Silviane, a empresa familiar pode ser definida como uma organização na qual tanto a gestão administrativa quanto a propriedade são controladas por um grupo familiar e alguns de seus membros que participam da força de trabalho, principalmente na diretoria executiva. Essa instituição está presente no mundo inteiro, sendo que, no Brasil, surgiu principalmente com a vinda dos imigrantes ao país. ?Ainda que pequenas em sua origem, algumas empresas cresceram e se transformam em grandes corporações?, destaca.

Entre os grupos citados pela advogada estão Votorantin, Gerdau e Bradesco, no Brasil; e Ford, Carrefour, Cargill e Wal-Mart, no exterior. ?Esses grupos abriram seu capital para negociações em bolsas de valores, mas têm os sucessores ou herdeiros no controle de boa parte da propriedade?.

continua após a publicidade

Dados divulgados no livro Governança na empresa familiar: implantação e prática (Porto Alegre: Bookman, 2005), de Werner Bornholdt, mostram que no Brasil, dos 300 maiores grupos privados, 270 são empresas familiares, sendo essas responsáveis por 21% de todo o PIB do país, empregando, inclusive, mais da metade da força de trabalho (60%). Porém, outros números revelados numa pesquisa feita pela revista HSM Management em 2003 mostram fatores preocupantes que ocorrem com essas instituições: de cada cem grupos familiares, 30 sobrevivem à segunda geração; 15 resistem à terceira; e apenas quatro superam a quarta geração.

John L. Ward, professor de gestão e co-diretor do centro de empreendimentos familiares da Escola Kellogg de Administração de Empresas, nos Estados Unidos, relata em uma pesquisa que 65% das empresas que desaparecem no mundo têm como causa principal os conflitos familiares não resolvidos.

Silviane concorda com a afirmação de Ward e acredita que o grande desafio para a continuidade e perpetuação das empresas familiares é a sucessão que envolve a tríade: família, propriedade e empresa. ?O grande desafio desse processo é a capacidade de conhecer e contornar os conflitos sem afetar o negócio?.

Mais informações e inscrições pelos telefones (41) 3271-7725, com Ana Cláudia Castro, e 3271-7749, com Adriana Demeterco, ou pelo site www.unindus.org.br

Serviço:
Painel Planejamento Societário e Sucessório em Empresas Familiares
Sede da Unindus/Cietep (Av. Comendador Franco, 1341, Curitiba).
Informações e inscrições pelos telefones (41) 3271-7725, com Ana Cláudia Castro, e 3271-7749, com Adriana Demeterco
Dia 22 de novembro, das 8h30 às 12 horas. R$ 35.