Piratas libertaram 30 reféns mantidos a bordo de um iate de luxo francês na costa da Somália ao longo da última semana, anunciou nesta sexta-feira (11), em Paris, o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Por meio de um comunicado, Sarkozy agradeceu ao Exército francês e a outras agências por terem "viabilizado o rápido fim" do trama dos reféns. O comunicado não especifica qual foi a participação dos militares no episódio, mas diz que os reféns foram libertados "sem imprevistos".

Abdi-Salan Qoje, um pescador da aldeia de Eyl, perto de onde o iate estava ancorado, disse ter visto dezenas de pessoas sendo retiradas do navio seqüestrado. Eyl situa-se cerca de 500 quilômetros ao norte de Mogadiscio. O Ministério das Relações Exteriores da França comunicou à Embaixada das Filipinas em Paris que os reféns, entre os quais havia seis tripulantes filipinos, foram levados a uma base militar francesa no Djibuti. Eles serão levados à capital francesa em "dois ou três dias", disse em Manila Esteban Conejos, subsecretário de Exterior das Filipinas.

"Eles estão em boas condições físicas. Todos estão sãos e salvos", afirmou Conejos. Ainda de acordo com ele, o iate foi "devolvido em segurança" e o governo filipino não participou da operação. Na sexta-feira passada, o iate Le Ponant era conduzido na direção do Canal de Suez para depois entrar no Mar Mediterrâneo e seguir em direção a seu porto de origem, na França, quando foi desviado para o litoral somali depois de ser interceptado por piratas.

Cerca de dez criminosos tomaram a embarcação, que costuma ser alugada para cruzeiros de luxo, no Golfo de Áden. O iate retornava de uma viagem a Seychelles, no Oceano Índico, mas não levava passageiros. No momento do ataque, havia 30 tripulantes a bordo, sendo 22 franceses. A França enviou tropas de elite para a região. Uma fragata que servia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foi temporariamente desviada para ajudar. Hoje, porém, fontes militares preferiram não comentar como ocorreu a libertação.