Piratas somalis que seqüestraram o superpetroleiro Sirius Star exigem US$ 25 milhões como resgate, afirmou nesta quinta-feira (20) um dos piratas, Mohamed Said. Além disso, foi estabelecido um prazo de dez dias para a resolução do problema. “Nós não queremos discussões longas para resolver o assunto”, explicou Said, falando por telefone do navio. “Os (proprietários) sauditas têm dez dias, de outro modo nós tomaremos ações que podem ser desastrosas”, completou, sem outras explicações.

O Sirius Star é o maior navio já capturado por piratas somalis, com uma carga equivalente a 2 milhões de barris. Há 25 tripulantes a bordo – 19 das Filipinas, dois da Grã-Bretanha, dois da Polônia, um da Croácia e um da Arábia Saudita. A carga é estimada em US$ 100 milhões.

Nesta quarta (19), o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Saud al-Faisal, disse que os proprietários negociavam com os piratas. A empresa que opera o Sirius Star nem confirmou nem negou as negociações.

A União Africana apontou que o aumento da pirataria reflete a piora da segurança na Somália. O chefe da Comissão da União Africana, Jean Ping, pediu em comunicado “esforços mais fortes e coordenados para que o país se estabilize”. Solicitou também o envio rápido de uma força de paz das Nações Unidas.

A Somália não tem um governo que controle de fato o país desde 1991. No país há várias disputas entre clãs, e também uma insurgência islâmica que ameaça derrubar o governo apoiado pela ONU.