Um tribunal estadual de Illinois condenou o gigante do tabaco Phillip Morris a pagar US$ 10,1 bilhões de indenização a um grupo, que acusou a empresa de ter feito anúncios induzindo os consumidores a acreditar que seus cigarros “light” causariam menos danos à saúde. A indústria do tabaco americana já enfrentou numerosos processos nos últimos anos, mas esta é a primeira ação no segmento de cigarros suaves.

Ao contrário de outros processos, este não se baseia nos danos à saúde causados pelo fumo, atacando o argumento usado na publicidade dos cigarros “light” de que, por terem baixo teor de nicotina, seriam menos nocivos.

A indenização imposta à Philip Morris é muito superior às condenações de outras empresas do setor em estados como a Califórnia, Flórida e Oregon. A companhia terá também de pagar US$ 1,78 bilhão em custos judiciais e, para entrar com recurso, terá de depositar uma caução de quase US$ 12 bilhões.

Segundo o vice-presidente da multinacional, William Ohlemeyer, o setor jurídico da companhia ainda está fundamentando o pedido de apelação. Apesar disso, advertiu que a bilionária sentença “recompensa com quantias enormes a fumantes que não apresentam problemas de saúde”.