Os contratos futuros do petróleo despencaram quase 5% hoje, em meio a preocupações com a recuperação da produção líbia e com o aumento das atividades de extração nos Estados Unidos. Os preços da commodity voltaram a níveis não vistos desde antes do acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para estabilizar o mercado.

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O petróleo WTI para junho caiu US$ 2,30 (-4,80%), a US$ 45,52 por barril na Nymex, no menor nível desde 29 de novembro, véspera do acordo firmado pelo cartel. Já o Brent para o mesmo mês encerrou em queda de US$ 2,41 (-4,74%), a US$ 48,38 por barril.

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A possibilidade de um acordo de compartilhamento de poder na Líbia “eleva as chances de aumento da oferta”, disse Phil Flynn, analista de mercado do Price Futures Group.

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Duas das maiores facções líbicas tiveram progresso ao fechar um acordo para resolver as crises econômica e política do país, de acordo com uma reportagem da BBC News divulgada ontem.

Confrontos entre grupos armados causaram interrupções intermitentes das atividades no maior campo de petróleo da nação norte-africana. “A Líbia unificada pode alcançar 1,5 milhão de barris por dia em poucos meses, e isso excluindo as cotas da Opep”, disse James Williams, economista da WTRG Economics.

Embora Líbia e Nigéria façam parte da Opep, esses países foram isentos de cortes em suas produções sob acordo do ano passado. O grupo deve discutir uma extensão do tratado no próximo dia 25. Williams disse que a “Nigéria quer estender sua isenção, o que sinaliza que o país espera aumentar sua produção”.

Além disso, dados divulgados ontem mostraram que a produção doméstica semanal dos EUA subiu e os estoques caíram menos que o esperado, aumentando as dúvidas sobre se o acordo da Opep bastará para reduzir os excedentes globais de petróleo. (Matheus Maderal, com informações da Dow Jones Newswires – matheus.maderal@estadao.com)