Os preços de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira pressionados por um fortalecimento do dólar ante outras moedas principais. A moeda se valorizou com os dados positivos de geração de empregos nos Estados Unidos, o que reduziu a demanda por petróleo, puxando os preços para baixo. Na semana, também houve queda, em função da ampla oferta pressionando o mercado.

Os contratos de petróleo brent para novembro recuaram 1,2%, para US$ 92,31 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na semana, houve perda de 4,8%. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para novembro caiu 1,4%, para US$ 89,74 por barril, enquanto na comparação semanal a retração foi de 4,1%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho informou que o país criou 248 mil postos de trabalho, o melhor resultado desde junho. O número de empregos gerados veio bem acima da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam a abertura de 215 mil vagas. Além disso, a taxa de desemprego nos EUA caiu para 5,9%, de 6,1% em agosto.

Os indicadores animaram o mercado, dando fôlego ao dólar ante outras moedas principais. Às 17h36 (de Brasília), o dólar operava em alta para 109,78 ienes, de 108,39 no fim da tarde de ontem. O euro, por sua vez, recuava para US$ 1,2514, ante US$ 1,2671 no fim da tarde de ontem.

Além disso, a geração maior de empregos indica uma tendência de demanda por energia mais alta, segundo analistas. “Nós devemos continuar vendo uma boa demanda, se não uma demanda mais forte para petróleo e derivados de petróleo”, disse Carl Larry, da Oil Outlooks & Opinions.

Nos últimos meses, a oferta de petróleo tem superado a demanda, o que provoca especulações entre investidores em relação a uma possível redução da produção dos membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep). No entanto, a Arábia Saudita anunciou na quarta-feira uma redução dos preços de seu petróleo para exportação para novembro, sinalizando que está confortável com o nível elevado da oferta global e com os preços relativamente baixos. (André Ítalo Rocha, com informações da Dow Jones Newswires – andre.italo@estadao.com)