O anúncio do príncipe Harry e de Meghan Markle de renunciarem às funções da família real britânica em busca de um caminho “progressista” levantou muitas questões sobre o futuro do casal. O Palácio de Buckingham afirmou que discussões sobre isso estão no início e muitas questões complexas ainda precisam ser resolvidas.

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No Reino Unido, as pessoas começaram a especular o que vai acontecer na família real e com o duque e a duquesa de Sussex.

Em casas de apostas, as opções mais votadas são: o anúncio de uma nova gravidez ainda neste ano, a mudança definitiva de residência do casal para os Estados Unidos e a volta de Meghan às telinhas.

Alguns arriscam até mesmo que a atriz interprete a si mesma na próxima temporada de The Crown, da Netflix. Mas a produtora executiva da série afirmou à agência de notícias britânica Associated Press que dificilmente a saga chegaria ao tempo presente.

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A seguir, veja algumas questões e respostas sobre o possível futuro de Meghan Markle e príncipe Harry:

O que pode ter motivado a decisão de Meghan e Harry?

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O casal real está cada vez mais infeliz com o que eles consideram uma cobertura intrusiva da imprensa. Harry chegou a comparar com a maneira como a mídia perseguiu a mãe, a princesa Diana, pouco antes de ela morrer em 1997. Meghan disse que, como americana, não entendia o nível de assédio que a realeza enfrentava no Reino Unido e considerou difícil a transição para um papel real, especialmente porque o casal está criando o primeiro filho, Archie, que tem oito meses de vida.

Onde o casal vai morar agora?

No comunicado, o duque e a duquesa afirmaram que vão dividir o tempo entre o Reino Unido e a América do Norte, mas ainda não se sabe se isso significa os Estados Unidos ou o Canadá. As origens de Meghan e da mãe dela estão em Los Angeles, mas ela trabalhou como atriz na série Suits no Canadá por muitos anos. Harry e a família deixaram de lado o tradicional encontro de Natal da rainha no mês passado para visitar o Canadá e ver a mãe de Meghan.

Por enquanto, o casal tem a Frogmore Cottage, perto do Castelo de Windsor, como casa no Reino Unido. A atraente residência de quatro quartos foi reformada recentemente, e as obras usaram 2,4 milhões de libras (R$ 12,8 milhões na cotação atual) provenientes dos contribuintes, ou seja, dinheiro público.

Harry ainda pode ser rei um dia?

Mesmo antes dessa mudança de status, era muito improvável que Harry subisse ao trono que hoje é ocupado pela avó, a rainha Elizabeth II. Ele é o sexto na linha de sucessão, atrás do pai, príncipe Charles, do irmão mais velho, príncipe William, e dos três sobrinhos: príncipe George, princesa Charlotte e príncipe Louis. Seria preciso uma série catastrófica de eventos para que Harry se tornasse rei.

Harry e Meghan ainda serão chamados de ‘sua alteza’?

Essa questão ainda não foi abordada. Possivelmente, é uma das muitas questões a que o Palácio de Buckingham se referia quando disse que assuntos complexos ainda precisam ser resolvidos. Também não se sabe se Harry e Meghan ainda vão querer segurança pessoal dada à realeza pela Polícia Metropolitana, também conhecida como Scotland Yard, e outras agências.

Instituições de caridade

Meghan e Harry dizem no novo site do casal que estão desenvolvendo uma nova entidade beneficente para resolver os problemas do mundo. Eles também afirmam que continuarão o extenso trabalho de caridade, concentrando-se em várias áreas, incluindo empoderamento feminino, preservação da vida selvagem africana, regeneração dos ecossistemas da Terra e melhoria do tratamento de saúde mental.

Meghan voltará ao trabalho de atriz?

O casal indicou no comunicado divulgado na quarta-feira, 8, que eles querem se tornar financeiramente independentes da realeza. Meghan, certamente, está livre para renovar sua carreira de atriz, mas ela nunca indicou um desejo de fazê-lo. Em vez disso, ela já falou com entusiasmo sobre a realização de vários projetos de caridade e o sobre trabalhar em questões globais. Os detalhes sobre o futuro financeiro deles ainda não estão claros, mas o casal diz que não dependerá mais do financiamento dos contribuintes britânicos para algumas de suas despesas de escritório. Fonte: Associated Press.