Madri – O conservador Partido Popular espanhol (PP), do ex-premier José Maria Aznar, considerou nesta segunda-feira (3) que a rejeição ao projeto de reforma constitucional do presidente venezuelano Hugo Chávez marca "uma etapa de declínio" para o mandatário.

Eduardo Zaplana, porta-voz do PP, declarou a jornalistas que é "um motivo de tremenda satisfação para qualquer democrata" que Chávez tenha tido "um revés e uma derrota tão retumbante (no referendo de ontem)".

Para o maior partido espanhol de direita, a vitória do "não" demonstrou que "as bravatas (de Chávez) já não impressionam nem sequer a seus cidadãos, que são os que as sofrem de forma mais dura e direta".

Zaplana recordou que o atual governo do premier José Luis Rodríguez Zapatero manteve "boas relações" com a Venezuela, enquanto as empresas espanholas foram "permanentemente coagidas e prejudicadas" no país. Desse modo, concluiu, "(a derrota da reforma) terá conseqüências necessariamente boas para os interesses espanhóis".

As relações entre a Venezuela e a Espanha estão abaladas desde que Chávez acusou ao ex-premier espanhol Aznar de "fascista" na última Cúpula Ibero-Americana, realizada no mês passado em Santiago do Chile. Na ocasião, o rei espanhol Juan Carlos I interveio e pediu que o presidente venezuelano se calasse.