O grupo republicano britânico "Republic" e parlamentares trabalhistas e independentes do país solicitaram ao primeiro-ministro Tony Blair que inclua em sua plataforma eleitoral de 2005 a abolição da monarquia britânica, com mais de 12 séculos de existência.

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A organização "Republic" também pediu a todos os deputados britânicos que debatam a questão da monarquia, qualificada de "anacronismo" dentro de uma democracia moderna como a da Grã-Bretanha.

Stephen Pound, um dos parlamentares trabalhistas rebeldes que apóiam a campanha, declarou à BBC de Londres que "a maioria dos deputados do país se mantém em silêncio sobre este tema embaraçoso. Eles não querem pôr a cabeça no cadafalso".

"Mas acho que temos de debater mais abertamente este tema e propor uma discussão saudável sobre o futuro da monarquia britânica", acentuou o deputado, afirmando que a figura da rainha ou rei "deveria continuar, mas só com um papel cerimonial, e não político".

Caso vença as eleições de maio próximo, o governo Blair já assumiu o compromisso de prosseguir com a extinção dos 92 postos hereditários ainda restantes na Câmara Alta do Parlamento.

Um porta-voz do Partido Trabalhista declarou porém que os governistas "apóiam inteiramente a família real britânica", observando que seus membros "fazem muito pelo país como embaixadores". "Não acreditamos que seja necessário fazer mudanças no sistema atual e este não foi um tema debatido em nosso Fórum Nacional, em setembro", afirmou.

O Partido Conservador e os liberais democratas, os outros dois blocos parlamentares de peso, também não demonstraram interesse em modernizar a monarquia ou aboli-la.

A última pesquisa sobre o tema, feita pela consultoria Mori, concluiu que 47% dos britânicos continuam a favor da continuidade da monarquia após a morte da atual soberana, Elizabeth II, 55% querem que o príncipe Charles seja o próximo rei e 31% defendem uma eleição para o cargo.

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