Mais de 12 mil policiais vigiam a votação de 2,8 milhões de eleitores no Paraguai enquanto outros 3 mil estão em estado de alerta, caso haja necessidade.

Os paraguaios estão indo às urnas neste domingo (20) para eleger o próximo ocupante do Palácio de los López, denominação da sede de governo presidencial. Os paraguaios também renovam a totalidade do Congresso Nacional, elegem os governadores dos departamentos (unidades similares aos estados no Brasil), e os 18 parlamentares do Parlasur, o Parlamento do Mercosul.

Apesar da troca de acusações de fraude entre os candidatos, a jornada transcorre sem incidentes graves. O presidente do Superior Tribunal Eleitoral, Rafael Dendía, indicou que o andamento das votações é "perfeito" e "quase sem incidentes. Além disso, o bom tempo está colaborando".

O único incidente relevante ocorreu de manhã, quando um jovem armado com uma faca camuflada por um adesivo de propaganda eleitoral foi descoberto caminhando perto do principal candidato da oposição, o monsenhor Fernando Lugo (atualmente sob suspensão temporária do Vaticano), candidato da heterogênea coalizão Aliança Patriótica para a Mudança.

Na cidade de Caaguazú, observadores internacionais denunciaram que militantes do governista Partido Colorado estavam induzindo e intimidando eleitores.

A candidata do governo do presidente Nicanor Duarte Frutos é a ex-ministra da Educação Blanca Ovelar, do Partido Colorado. O general golpista, Lino Oviedo, é o candidato da União Nacional de Cidadãos Éticos.

Lugo foi o primeiro candidato a votar. Às 7h já estava no início da fila em uma escola no município de Lambaré, na Grande Assunção. O bispo foi acompanhado pela líder das Mães da Praça de Mayo, Hebe de Bonafini, que veio especialmente de Buenos Aires para respaldar o bispo. Oviedo foi o segundo candidato a votar; Blanca Ovelar, a terceira.

As pesquisas, ao longo da semana, indicavam que Lugo era o favorito para ser consagrado como o novo presidente paraguaio.

Se esta tendência das pesquisas for confirmada, as eleições deste domingo marcariam o fim do predomínio de 61 anos do Partido Colorado, a organização política que de forma ininterrupta há mais tempo estava no poder no Ocidente.