O governo da Colômbia revelou nesta segunda-feira (3) documentos apreendidos nos quais aparece "uma aliança armada" entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo da Venezuela, velhos contatos e inclusive ajuda financeira entre a guerrilha e o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Em uma carta de um dos líderes da guerrilha consta um "financiamento da Venezuela às Farc, em cerca de US$ 300 milhões." Os documentos pertenciam ao número dois do grupo, Luis Devia, de codinome Raúl Reyes, morto pela Colômbia no sábado em território equatoriano.

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Os documentos foram apresentados hoje pelo general Oscar Naranjo diretor da Polícia Nacional da Colômbia, em uma coletiva de imprensa no palácio de governo. Segundo ele, a carta do suposto financiamento milionário da Venezuela foi escrita pelo comandante Luciano Marín, de codinome Iván Márquez, que integrava a direção das Farc. A carta foi escrita em fevereiro do ano passado, dirigida a outros integrantes da guerrilha.

Os militares colombianos também encontraram uma mensagem de Raúl Reyes, na qual ele destaca o agradecimento de Chávez pela ajuda que as Farc teriam lhe dado quando estava na prisão, em 1992, após uma tentativa fracassada de golpe de Estado. A ajuda teria sido no valor de 100 milhões de pesos, ou US$ 50 mil aos valores de hoje.

Os documentos, afirma Naranjo, não só "mostram implícita uma forte aproximação, como apresentam uma aliança armada entre as Farc e o governo da Venezuela." O oficial não respondeu se as autoridades colombianas sabem como, quando e onde foi usado o suposto financiamento venezuelano aos rebeldes.

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"Mentiras"

Em Caracas, o vice-presidente da Venezuela, Ramón Carrizález, respondeu imediatamente e disse que "estamos acostumados às mentiras do governo colombiano". "Por isso, para mim não tem qualquer importância o que eles dizem. Eles podem inventar qualquer coisa, para sair do constrangimento de explicar essa violação do território do Equador," disse Carrizález.

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