O presidente palestino Mahmoud Abbas, elogiou nesta segunda-feira a decisão da agência da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) de aceitar os territórios palestinos como membro pleno da entidade como uma “vitória” para os direitos de seu povo. Já os Estados Unidos consideraram que a medida vai prejudicar as negociações de paz na região.

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“A aceitação da Palestina pela Unesco é uma vitória para os (nossos) direitos e para nossa liberdade”, disse seu porta-voz Nabil Abu Rudeina, citando o líder palestino em ligação telefônica de Amã.

A resolução desta segunda-feira da organização de 193 países membros foi aprovada por 107 votos a favor e 14 contra.

O sucesso na Unesco é um passo significativo na busca palestina de conquistar o reconhecimento da Palestina na Organização das Nações Unidas, disse Abu Rudeina.

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“Nós acreditamos que o mundo todo ficou com o povo palestino hoje e que esse foi um voto em favor do estabelecimento do Estado da Palestina o mais rápido possível”, disse ele.

Abbas apresentou um pedido formal de adesão à ONU em 23 de setembro e o Conselho de Segurança deve ser reunir em 11 de novembro para debater a questão e provavelmente votá-la.

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“A Palestina vai cumprir todos os códigos internacionais e será uma adição qualitativa à Unesco”, disse o negociador palestino Saeb Erekat à agência France Presse. “Assim, poderemos preserva a herança cultural palestina.”

A Casa Branca afirmou que a adesão da Palestina à Unesco como membro pleno foi “prematura” e um fator que prejudica os esforços internacionais de paz.

“O voto de hoje na Unesco para admitir a Autoridade Palestina é prematuro e prejudica o objetivo comum da comunidade internacional sobre uma paz ampla, justa e duradoura no Oriente Médio”, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. As informações são da Dow Jones.