Papa diz que marxismo provocou “destruição desoladora”

Em sua segunda encíclica, "Spe Salvi" (Salvos pela esperança, ndr), divulgada nesta sexta, o papa Bento XVI afirma que o ateísmo da era moderna provocou "as maiores crueldades e violações da justiça" e que o marxismo, em particular, deixou um rastro de "destruição desoladora".

No documento, que tem 77 páginas na versão em italiano, o Papa ataca todas as ideologias que pretendem levar a justiça entre os homens sem a presença de Deus. "Um mundo que faz justiça por si só é um mundo sem esperança", diz Bento XVI.

"O ateísmo dos séculos XIX e XX é, segundo suas raízes e sua finalidade, um moralismo: um protesto contra as injustiças do mundo e da história universal", declara o Papa no texto.

Apesar de atacar as revoluções comunistas, em seu texto o Papa se refere a Karl Marx como um homem de "grande capacidade analítica" e "perspicácia".

"Seu erro foi não prever o depois", diz Bento XVI em relação a Marx e acrescenta que "a revolução proletária deixou atrás de si uma destruição desoladora, esqueceu o homem e sua liberdade".

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