A republicana de extrema direita Sarah Palin, ex-governadora do Alasca, defendeu hoje o Partido Republicano das acusações de incitar o ódio e a violência após o atentado em Tucson (Arizona), no qual seis pessoas foram mortas e a representante democrata Gabrielle Giffords levou um tiro na cabeça e ficou gravemente ferida.

Palin acusou a imprensa dos Estados Unidos e analistas políticos de incitarem o ódio e protegeu o grupo ultraconservador Tea Party, do qual ela faz parte. “Algumas pessoas defendem que a retórica política é a culpada do ato repudiável praticado por aquele criminoso fora de si e aparentemente apolítico”, disse Palin. “E eles dizem que o debate político ficou mais acalorado recentemente. Mas quando ele era menos acalorado? Naqueles tempos tranquilos, quando as figuras políticas resolviam suas diferenças em duelos de pistola?” questionou a ex-governadora.

“Nas horas após uma tragédia, os jornalistas e analistas não deveriam fabricar uma calúnia sangrenta que só serve para incitar o ódio e a violência que eles afirmam condenar. Isso é repudiável”, afirmou Palin.

Antes das eleições legislativas de novembro do ano passado, Palin assinalou o distrito de Giffords entre os 20 que os republicanos deveriam recuperar. Ela marcou cada um dos distritos com um símbolo parecido a uma mira de revólver. Jared Lee Loughner, de 22 anos, foi acusado de tentar matar Giffords, de assassinar seis pessoas e ferir outras doze. As informações são da Associated Press.