A Autoridade Nacional Palestina (ANP) desenvolveu as capacidades necessárias para governar uma nação independente e soberana, afirma um grupo internacional de negociadores. Reunido hoje em Bruxelas, o Comitê de Ligação Ad Hoc citou relatórios do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para enfatizar que a ANP encontra-se “acima dos requisitos básicos para governar um Estado funcional nos setores-chave analisados”.

A avaliação foi positiva apesar do fato de a Faixa de Gaza ser controlada pelo grupo islâmico Hamas, facção política rival do partido que controla a ANP e qualificado como “terrorista” por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE).

Integrantes do Comitê de Ligação Ad Hoc, entre os quais figuram o primeiro-ministro palestino na Cisjordânia, Salam Fayyad, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, manifestaram esperança em que o processo político na busca por um acordo definitivo de paz na região tenha o mesmo sucesso que a ANP na construção de um Estado.

ANP pede doações

A ANP vai pedir US$ 5 bilhões em ajuda externa nos próximos três anos para construir as instituições do Estado palestino, segundo um relatório de Fayyad de hoje.

O documento, um projeto de construção de três anos para o Estado palestino, é parte de um pacote submetido a representantes de países doadores reunidos em Bruxelas.

O relatório diz que a ANP espera conseguir US$1,467 bilhão (1,013 bilhão de euros) em ajuda externa neste ano; US$ 1,754 bilhão (1,211 bilhão de euros) em 2012 e US$ 1,596 bilhão (1,102 bilhão de euros) em 2013.

“Impostos e receitas alfandegárias decorrentes do crescimento econômico do setor privado e a melhoria das receitas administrativas irão progressivamente reduzir nossa dependência da ajuda externa”, diz o documento.

“Os próximos três anos vão testemunhar a transformação da natureza da ajuda externa de ‘apoio à vida’ para investimentos reais no futuro da Palestina”. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.