Um homem palestino esfaqueou vários passageiros de num ônibus no centro de Tel-Aviv nesta quarta-feira (21), ferindo quatro delas com gravidade, antes de ser perseguido, alvejado e detido pela polícia israelense. O ataque foi elogiado pelo grupo militante islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

A ação, descrita pela polícia como um “ataque terrorista”, é a mais recente de uma série de agressões nas quais palestinos usaram facas, ácido e veículos como armas para atacar israelenses nos últimos meses. A polícia identificou o homem que realizou a ação como um palestino de 23 anos da cidade de Tulkarem, na Cisjordânia, e afirmou que ele entrou em Israel ilegalmente.

O homem, que estava no ônibus sozinho, viajando com outros passageiros, começou a esfaquear as pessoas, dentre elas o motorista. A seguir, conseguiu sair do veículo e fugiu do local. “O motorista do ônibus lutou com o terrorista e tentou resistir ao ataque”, declarou o chefe de polícia distrital de Tel-Aviv, Bentzi Sau.

O ataque aconteceu por volta das 7h20 (horário local), num importante cruzamento da cidade.

Funcionários do serviço prisional, que estavam nas proximidades, viram o ônibus fora de controle e um homem fugindo. Eles perseguiram o homem, atiraram contra ele na perna e o detiveram.

“Acreditamos que tenha sido um ataque terrorista”, disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld. Segundo ele, quatro pessoas ficaram seriamente feridas e outras nove tiveram ferimentos leves. O homem que realizou o ataque está sob custódia da polícia e era interrogado, informou Rosenfeld.

O Hamas, o grupo militante islâmico que controla da Faixa de Gaza, não assumiu a responsabilidade pela agressão, mas elogiou o ataque como “corajoso e heroico” em mensagem na página do Twitter de Izzat Risheq, líder do Hamas que mora no Catar. O ataque com faca é uma “resposta natural à ocupação e seus crimes terroristas contra nosso povo”, escreveu Risheq.

Autoridades israelenses dizem que os ataques são resultado do incitamento feito pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, e por outros líderes palestinos.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reiterou essas acusações nesta quarta-feira. “O ataque terrorista em Tel-Aviv é o resultado direto do venenoso incitamento disseminado pela Autoridade Palestina contra os judeus e seu Estado”, disse ele. “Este mesmo terrorismo tenta nos atacar em Paris, Bruxelas e em todo lugar.”

Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.