O jornalista Glenn Greenwald, autor de uma série de reportagens sobre programas secretos de vigilância dos EUA, alegou nesta segunda-feira que todos os países da América Latina foram alvo de espionagem de Washington.

De acordo com Glenn Greenwald, vários encontros latino-americanos foram monitorados, incluindo reuniões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de negociações de tratados de livre-comércio. Contudo, o jornalista não forneceu mais detalhes.

Falando a uma associação de imprensa, o jornalista afirmou que relevará em futuras reportagens cada caso na região e alertou que mais operações de espionagem dos EUA também deverão vir a publico.

Os comentários de Greenwald foram feitos em meio a reação de França e México contra alegações de espionagem dos EUA em seus países. Ambos os países já exigiram explicações de autoridades norte-americanas. As informações sobre os programas de vigilância foram fornecidas pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden.

 

Segundo reportagens publicadas recentemente, os EUA espionaram milhões de conversas telefônicas francesas e a NSA também invadiu a conta de e-mail do ex-presidente mexicano Felipe Calderon.

 

De acordo com Greenwald, as informações reveladas nesta segunda-feira pelo Le Monde sobre operações de espionagem na França já estavam nas mãos do jornal há algum tempo.

O jornalista também disse que os documentos vazados por Snowden estão sendo mantidos em diferentes partes do mundo.

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald está morando no Brasil e se apresentou por videoconferência na 69ª assembleia da Associação de Imprensa Interamericana. Ele deixou o jornal britânico The Guardian na semana passada e afirmou que deverá se focar agora em lançar um novo projeto de jornalismo apoiado pelo fundador do eBay, Pierre Omidyar. Fonte: Dow Jones Newswires.