O pai de Michael Jackson abriu um processo por morte acidental, nesta sexta-feira, contra o médico acusado de dar ao popstar uma dose letal de sedativos um ano atrás. O pai do cantor acusa o médico de negligência, sigilo e de treinamento inadequado. Joe Jackson abriu o processo contra Conrad Murray no dia em que a morte do filho completa um ano.

A acusação, que quer indenização de mais de US$ 75 mil, acusa Murray de negligência profissional por ministrar uma mistura de sedativos – incluindo o anestésico propofol – que segundo as autoridades, mataram Jackson. O propofol é normalmente administrado apenas em hospitais, mas Murray ministrava a droga no quarto da mansão do cantor em Los Angeles. Joe Jackson afirma que o médico tentou esconder a injeção da droga após a morte do popstar.

O processo também inclui as clínicas médias que Murray administra em Las Vegas, Nevada e em Houston, afirmando que elas não treinaram nem supervisionaram o médico. O processo foi aberto num tribunal federal porque uma das clínicas de Murray fica em outro Estado e o médico mora em Nevada. Murray afirmou inocência no caso de homicídio culposo no processo aberto contra ele em fevereiro. Seus advogados disseram que ele não deu ao cantor que “pudesse tê-lo matado”.