A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pressionou a Rússia a “cumprir imediatamente os compromissos que assumiu em relação à Geórgia” no acordo de cessar-fogo apoiado pela União Europeia que encerrou a guerra na região, no ano passado. Segundo a Otan, a retirada das tropas da Rússia da região é essencial.

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Apesar disso, a Otan estendeu a mão para a Rússia durante o encontro do grupo realizado neste sábado, dizendo que quer trabalhar junto com os russos contra ameaças como pirataria e terrorismo. No entanto, a insistência da Otan para que a Rússia retire suas tropas das regiões separatistas da Geórgia, a Ossétia do Sul e a Abkházia, pode encontrar resistência do Kremlin.

Os líderes da Otan, reunidos na fronteira entre a França e a Alemanha, disseram que estão prontos para retomar encontros ministeriais com a Rússia nos próximos meses. “Apesar das divergências que temos agora, a Rússia tem uma importância particular para nós como parceiro e vizinho”, disse a Otan em comunicado.

No entanto, a Otan enviou uma mensagem dúbia para Moscou. A escolha do primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, como secretário-geral da organização cria outro possível obstáculo para as relações com a Rússia, já que Rasmussen é um crítico daquele país.

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Além disso, a Geórgia continua sendo um impedimento para relações mais próximas entre a Otan e a Rússia. O país opõe-se fortemente à entrada da Geórgia e da Ucrânia, ambas ex-repúblicas soviéticas, na organização.