Autoridades ossetianas acusaram neste sábado a Geórgia de ter lançado dois morteiros na direção de seu território. A Geórgia negou a acusação e qualificou a denúncia como “provocação” nos dias que antecedem o primeiro aniversário de uma breve guerra com a Rússia.

Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia declarou-se pronto para defender a Ossétia do Sul, uma região georgiana autônoma que declarou-se independente de Tbilisi no início da década passada.

A Rússia reconhece a independência da Ossétia do Sul e mantém milhares de soldados no território para protegê-lo de eventuais investidas da Geórgia. Grande parte da população ossetiana tem passaporte russo.

De acordo com o Ministério da Informação da Ossétia do Sul, os disparos de morteiro não provocaram vítimas. Os projéteis teriam sido lançados de Ditsi, poucos quilômetros ao sul de Tskhinvali, a capital ossetiana.

Shota Utiashvili, porta-voz do Ministério de Interior da Geórgia, negou que algum morteiro tenha sido disparado na direção da Ossétia do Sul e acusou russos e ossetianos de “tentarem agravar a situação”.

O conflito na região começou no dia 7 de agosto, quando a Geórgia tentou retomar o controle sobre a Ossétia do Sul à força depois de uma série de conflitos menores. No dia seguinte, a Rússia invadiu a Geórgia e em poucos dias restabeleceu a situação anterior, de independência de facto da Ossétia do Sul.