A organização internacional Human Rights Watch acusou milícias na Líbia de cometerem crimes de guerra durante uma batalha no último mês por controle do aeroporto da capital, Trípoli.

continua após a publicidade

As cinco semanas de luta, junto com um conflito paralelo entre militantes na segunda maior cidade do país, Benghazi, tirou cerca de 100 mil libaneses de suas casas e levou 150 mil estrangeiros a deixarem o país. Os conflitos na última semana foram os mais violentos na Líbia desde a guerra civil de 2011 que destituiu Muamar Kadafi.

A batalha pelo aeroporto de Trípoli colocou milícias da cidade costeira de Misrata, aliadas aos islamistas libaneses, contra milicianos da cidade de Zintan. Milícias de Misrata ocuparam o aeroporto e tomaram o controle de boa parte da capital.

A Human Rights Watch disse em relatório publicado nesta segunda-feira que ambos os lados cometerem graves violações durante o episódio, incluindo atacar civis, realizar bombardeios e destruição indiscriminados, saques e queima de propriedades.

continua após a publicidade

Depois das batalhas, milicianos cometeram outras violações, realizando represálias contra civis que apoiavam seus rivais, disse a organização. As milícias de Misrata atacaram uma estação de TV e jornalistas vistos como simpatizantes de seus oponentes, assim como um campo de residentes desalojados em uma cidade vizinha a Misrata que os milicianos acusam de apoiar Kadafi. As milícias de Misrata também atacaram pelo menos 80 famílias de Zintan que moravam em Trípoli.

O relatório da Human Rights Watch vem após resolução do Conselho de Segurança da organização das Nações Unidas (ONU) em 27 de agosto que impôs sanções a pessoas engajadas em apoiar atos de “ameaça à paz, estabilidade e segurança na Líbia ou obstruírem ou atrapalharem o completo sucesso de sua política de transição”. Fonte: Associated Press.

continua após a publicidade