“Temos de nos unir, caso contrário (a presidente) Cristina (Kirchner) vencerá com 40% dos votos.” O alerta foi dado na semana passada pelo ex-presidente argentino Eduardo Duhalde (2002-2003), um dos líderes do peronismo dissidente.

Duhalde integra o grupo de inúmeros pré-candidatos presidenciais da oposição a Cristina e deixou claro que as divisões que os afetam estão favorecendo o governo. As pesquisas, que mostram um crescimento das intenções de voto para a atual presidente – que ainda não formalizou sua candidatura – são acompanhadas por um clima de “já ganhou” estimulado pelos aliados e ministros do governo Cristina.

Em resposta, diversos líderes da oposição começaram a desistir de suas candidaturas nas últimas semanas. É o caso do vice-presidente Julio Cobos, que rompeu com o governo Kirchner em 2008, e transformou-se em presidenciável. Há poucos dias, ele abandonou sua candidatura, após verificar que suas chances eram baixas.

O mesmo caminho pode ser seguido pela principal figura da esquerda argentina, o cineasta e deputado federal Fernando Solanas, do Projeto Sul. Ele já anunciou que poderá deixar a corrida presidencial e destinar seus esforços à eleição para prefeito de Buenos Aires, em julho, três meses antes das eleições presidenciais.

Maurício Macri, principal representante da centro-direita e prefeito da capital, ainda não sabe se disputa a reeleição ou tenta a eleição presidencial em outubro. Seus conselheiros tentam convencê-lo a desistir da Casa Rosada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.