O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou fortemente os ataques terroristas no Iêmen que resultaram na morte de mais de 60 pessoas, incluindo crianças, além de ferir outras dezenas.

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“Esses atos criminais hediondos não podem ser justificados de maneira alguma”, afirmou Ban em uma declaração lida por seu porta-voz nesta quinta-feira. Os dois ataques aconteceram em Sanaa, capital do país, e na cidade de Mukalla, na provícia de Hadramawt, no leste do Iêmen.

Nenhum grupo havia assumido a responsabilidade pelos ataques recentes, mas eles têm características das ações da Al-Qaeda, que há anos realiza atentados suicidas contra tropas do Exército, agentes de segurança e instalações do governo. O grupo extremista sunita Al-Qaeda na Península Arábica havia advertido que atacaria os houthis.

O secretário-geral enfatizou a importância de implementar rapidamente o acordo de paz nacional e parceira assinado recentemente. O governo do Iêmen e seus oponentes chegaram a um consenso no último mês. O Conselho de Segurança da ONU pediu sua implementação imediata e o fim dos ataques e das ameaças, além da formação de um novo governo.

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Os houthis tomaram o controle de Sanaa no mês passado, mas um acordo intermediado pela Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu encerrar os combates nas ruas da capital. A tomada de Sanaa pelos houthis aconteceu após semanas de protestos de seus partidários na capital com o objetivo de fazer pressão para um maior compartilhamento de poder e uma troca no governo.