Reduzir à metade a pobreza no mundo custará US$ 135 bilhões anuais, cifra que deverá subir até atingir US$ 200 bilhões em 2015. A estimativa é da ONU em seu informe "Investindo em desenvolvimento: Um plano prático para conseguir os objetivos de desenvolvimento do milênio", apresentado pelo secretário-geral Kofi Annan, junto ao encarregado do programa de metas do milênio, o economista Jeffrey Sachs, e o ex-presidente do México, Ernesto Zedillo, membro do programa.

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O documento, cuja elaboração levou três anos devido à complexidade da análise, assinala que será possível obter importantes avanços na redução da pobreza se os países reforçarem sua cooperação e avançarem em seu compromisso.

O estudo acrescenta que essas cifras não são significativas se comparadas aos orçamentos militares de alguns governos e não representam qualquer abalo à capacidade de muitos Estados de alta renda.

A pobreza acarreta muitas e sérias conseqüências nas sociedades afetadas pois, junto à desigualdade e às doenças, é causa comum de conflitos violentos, guerras civis e queda de governos.

Um mundo em que há pobreza extrema, diz o documento, é um mundo inseguro.

Na apresentação da análise também foram exibidas fórmulas para levar a cabo as oito metas do milênio. Também se apresentaram os possíveis problemas que podem surgir nesta década.

Sachs, economista e professor da Universidade de Colúmbia, disse que o Projeto do Milênio da ONU é um órgão assessor independente cuja intenção é reduzir à metade a pobreza, que em 2015 afetaria um bilhão de pessoas.

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