O documento, cuja elaboração levou três anos devido à complexidade da análise, assinala que será possível obter importantes avanços na redução da pobreza se os países reforçarem sua cooperação e avançarem em seu compromisso.
O estudo acrescenta que essas cifras não são significativas se comparadas aos orçamentos militares de alguns governos e não representam qualquer abalo à capacidade de muitos Estados de alta renda.
A pobreza acarreta muitas e sérias conseqüências nas sociedades afetadas pois, junto à desigualdade e às doenças, é causa comum de conflitos violentos, guerras civis e queda de governos.
Um mundo em que há pobreza extrema, diz o documento, é um mundo inseguro.
Na apresentação da análise também foram exibidas fórmulas para levar a cabo as oito metas do milênio. Também se apresentaram os possíveis problemas que podem surgir nesta década.
Sachs, economista e professor da Universidade de Colúmbia, disse que o Projeto do Milênio da ONU é um órgão assessor independente cuja intenção é reduzir à metade a pobreza, que em 2015 afetaria um bilhão de pessoas.