O comitê especial da ONU encarregado de redigir a primeira convenção mundial para garantir a igualdade e proteger os direitos de pessoas com deficiência retomou, no último 25 de janeiro, uma nova sessão de debates de duas semanas, com a intenção de terminar a primeira versão do documento.

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"O que discutirmos neste comitê terá conseqüências diretas para aquele que deve enfrentar uma vida e um desenvolvimento pessoal sendo portador de necessidades especiais", disse o embaixador do Equador, Luis Gallegos Chiriboga, presidente do comitê nomeado pela Assembléia Geral da ONU.

Para elaborar a convenção, o diplomata apelou para que os membros do grupo façam todos os esforços no mínimo tempo possível, para conseguirem finalizar o trabalho nesta que é a quinta série de reuniões.

"Devemos atender as necessidades de um segmento da população mundial que, apesar de sua deficiência, nos dá uma lição contínua sobre a vida e a superação das adversidades", disse Gallegos.

Durante a reunião estão sendo discutidas as propostas surgidas da revisão de textos anteriores, com a intenção de superar as diferenças e continuar as negociações para um texto final.

Os artigos da convenção devem cobrir uma ampla gama de temas que vão desde a segurança e liberdade até os tratamentos desumanos, abusos e violência.

Além disso, será abordado o respeito à privacidade, o lar, a família e a independência dos indivíduos portadores de necessidades especiais, além de sua inclusão na comunidade.

Atualmente vivem mais de 600 milhões de pessoas com deficiências no mundo.

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