ONU condena julgamentos militares no Bahrein

A Alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Navi Pillay, condenou hoje as sentenças de morte impostas por tribunais militares no Bahrein contra manifestantes acusados de assassinato, assim como os julgamentos militares de ativistas civis.

“A aplicação da pena de morte sem o devido processo e após um julgamento realizado em segredo é ilegal e absolutamente inaceitável”, disse Navi. “Os réus têm o direito de passar por julgamentos justos perante tribunais civis, de acordo com os padrões legais internacionais e de acordo com as obrigações internacionais do Bahrein em relação aos direitos humanos”, afirmou em comunicado.

Autoridades bareinitas encaminharam 47 médicos e enfermeiros a um tribunal militar, após acusá-los de terem se aproveitado de seus cargos para tomar parte nos protestos contra o governo. O escritório de direitos humanos da ONU disse que quatro manifestantes foram condenados à morte na semana passada e três à prisão perpétua, por supostamente terem assassinado dois policiais. Eles ficaram sem contato com suas famílias e tiveram acesso limitado a seus advogados.

O Bahrein, governado pela dinastia sunita al-Khalifa, é alvo de fortes críticas por parte de organizações internacionais de direitos humanos por causa da repressão aos xiitas, dentre eles trabalhadores do setor de saúde. As autoridades disseram que 24 pessoas foram mortas durante o levante, a maioria manifestantes. As informações são da Dow Jones.

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