Relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organizações Não-Governamentais (ONGs) pressionam o Brasil a mudar sua posição no campo dos direitos humanos e representantes do Itamaraty já indicam que Brasília está considerando rever sua posição em relação à Coreia do Norte.

Na quinta-feira, o país asiático deixou claro que não quer cooperar com as Nações Unidas. Na semana que vem, governos votarão uma resolução ampliando o mandato de um relator especial para investigar a Coreia do Norte, algo que o Brasil rejeitou apoiar em 2009 acreditando que os norte-coreanos poderiam cooperar.

Mas, na quinta-feira, a estratégia brasileira de promover o diálogo com regimes autoritários sofreu um revés. O regime de Kim Jong-il não aceitou nenhuma das propostas do Brasil para melhorar sua situação dos direitos humanos nem as de nenhum outro governo. O Itamaraty apostava na cooperação como forma de aproximar países e não o de manter relatores para investigar Pyongyang, como querem americanos, europeus e japoneses. Agora, o governo não descarta a possibilidade de rever sua posição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.