A primeira viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à América Latina é uma oportunidade para “revitalizar” as relações com toda a região, afirmou a Casa Branca. Obama deve chegar na quinta-feira à Cidade do México, em sinal de apoio ao presidente mexicano, Felipe Calderón, em um momento em que EUA e México tentam enfrentar o fluxo de armas e de drogas e seus resultados para os países.

De sexta-feira a domingo, Obama estará em Trinidad e Tobago para a Cúpula das Américas, que reúne 34 nações. A Casa Branca afirmou ontem que os temas prioritários são a busca de apoio para reformas econômicas de base, que ajudem em particular os “pobres entre os pobres”, a colaboração com outros países para ampliar a energia renovável e reduzir o aquecimento global e a melhoria na segurança pública.

As ações contra a crise mundial são o tópico dominante da agenda. Muitos países latinos enfrentam efeitos da desaceleração econômica, após alguns anos de crescimento relativo. Segundo analistas, é improvável que a cúpula ofereça resultados importantes, mas poderia estabelecer um novo tom nas relações, sobretudo considerando a popularidade de Obama na região e sua promessa de multilateralismo.

“A percepção que chega do sul é que nos últimos dias os Estados Unidos voltaram sua atenção para outros lados, mas não atenderam suas relações com essa parte do mundo”, avaliou Jeffrey Davidow, principal assessor de Obama para a cúpula, em declarações a jornalistas. Davidow disse acreditar que o encontro dará a Obama “a oportunidade de se reunir com todos os chefes de Estado, escutá-los, trocar opiniões e produzir novas ideias”.

Cuba está excluída da cúpula, como nação não democrática. Mas a relação desse país com os EUA e sua presença na região será discutida. Ontem, Obama levantou restrições para cubano-americanos que desejem viajar à ilha e enviar dinheiro a seus parentes que ali vivem. Assessores de Obama não quiseram mencionar por enquanto detalhes sobre as reuniões pessoais do presidente em Trinidad e Tobago. Os funcionários disseram que Obama levará propostas concretas ao encontro, porém não as adiantaram.