Um dia antes da mais importante votação de seu governo até agora, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse aos deputados democratas da Câmara dos Representantes que eles precisam enfrentar uma votação difícil para provocar uma revisão do setor de saúde que iludiu presidentes durante décadas, reportou o Wall Street Journal. Obama viajou hoje com líderes democratas para o Capitólio, para tentar conquistar os votos que ainda faltam do total de 216 exigidos para aprovar a reforma do sistema de saúde amanhã.

Obama falou aos democratas da Câmara dos Representantes que estava nervoso sobre as perdas importantes que poderão ocorrer nas eleições legislativas de novembro. Obama, um ex-senador, reconheceu este é um voto “duro” para muitos políticos. “Eu estive no seu lugar”, afirmou. Obama destacou que o projeto foi concebido para ajudar os americanos que têm dificuldade para encontrar um seguro-saúde com preço acessível, e rebateu as alegações republicanas de que o projeto representa uma tentativa da ala esquerda democrática para estatizar o setor de saúde. O projeto “vai ao encontro do centro do pensamento político americano”, disse Obama, lembrando que as seguradoras privadas continuarão a desempenhar um papel central.

Os republicanos argumentam que os EUA não podem suportar os novos gastos do projeto, que podem chegar a US$ 940 bilhões ao longo de uma década. O projeto inclui novos impostos sobre as indústrias de saúde e sobre os ricos, assim como limitações ao crescimento dos gastos do Medicare.

O Comitê de Regras da Câmara norte-americana deu início hoje à audiência que é considerada o passo final antes da votação da reforma. Esta é uma audiência de rotina, mas ganhou destaque pelo fato de que a votação está agendada para amanhã.

Os líderes democratas conseguiram acabar com o protesto republicano e concordaram em realizar votações separadas dos dois elementos principais do pacote na Câmara amanhã: a versão do projeto aprovada pelo Senado em dezembro e um pequeno pacote complementar com alterações para a proposta. O líder da maioria democrata na Câmara, Steny Hoyer, disse que a Casa votará o pacote complementar, e, separadamente, o projeto inteiro. “Nós acreditamos que este é o melhor processo”, acrescentou. As informações são da Dow Jones.