O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta quarta-feira para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, para expressar suas condolências pelo tiroteio de domingo em um templo sikh, no estado de Wisconsin, em que morreram sete pessoas, incluído o agressor.

Obama e Singh – membro da comunidade sikh da Índia – reiteraram durante a conversa o compromisso com a liberdade religiosa, segundo explicou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, a bordo do Air Force One.

Além disso, Obama destacou as contribuições dos sikhs à cultura americana, acrescentou Carney.

Após o tiroteio em Oak Creek no subúrbio de Milwaukee na segunda-feira, Singh emitiu um comunicado condenando o ataque e enviou seu pesar às famílias das vítimas.

A polícia está investigando os motivos que levaram Wade Michael Page a realizar o ataque. Page era um ex-militar de 40 anos e foi identificado como líder da banda de rock “End Apathy”, que fazia apologia racista da “supremacia branca”.

Além de matar seis pessoas, o extremista feriu gravemente outras três, e se suicidou com um tiro na cabeça após ser baleado por um policial que tentava rendê-lo, informou hoje o FBI.

Os sikhs têm na cidade indiana de Amritsar, no estado do Punjab, seu principal centro espiritual e compõem cerca de 2% da população do país asiático, embora existam comunidades de imigrantes em número significativo nos Estados Unidos e no Canadá.

Nascida na Índia no século XVI, a religião sikh tem 27 milhões de seguidores no mundo todo, dos quais aproximadamente 500 mil vivem nos EUA.