| Fotos: Mara Cornelsen |
Chutar o ?pau da barraca? e começar uma vida nova, longe dos atropelos do dia-a-dia, sem telefone celular tocando o tempo todo, sem chefe para fazer cobranças, sem medo de ladrão e acima de tudo ficar em contato com a natureza, é sonho de milhares de pessoas. Mas são muito poucas as que conseguem realizá-lo e menos ainda as que têm coragem para mudar de vida. Na série ?Conversa de Pescador? a Tribuna encontrou no balneário Guarapari, o ex-gerente de uma rede de hotéis, pai de três filhos, que decidiu abandonar tudo e ir viver da pesca. A mulher e os três filhos o acompanharam. A empreitada não saiu como ele queria. Na verdade, deu tudo errado! Mas daí, não dava mais para voltar. Viver à beira-mar já fazia parte de sua alma. Hoje ele só pesca artesanalmente, e de vez em quando. Mas produz muitas pranchas de surfe numa fábrica que montou em sociedade com o filho. Vamos conhecer hoje a história de Murilo Bitencourt de Camargo Sobrinho.
Boa leitura!
Do peixe à prancha
Depois de ?quebrado? Murilo alugou uma peixaria e passou a negociar com o que os pescadores chamam de ?misturinha?. Uma grande mistura de peixes pequenos que naquela época eram jogados fora. Comprou toneladas e aprendeu a revendê-los para os bares de Curitiba, que os serviam como aperitivos. Conseguiu se reerguer e então abriu um mercado, depois uma padaria, e ainda uma churrascaria. Hoje embarcou no sonho do filho, que aprendeu a fazer pranchas de surfe e ambos são proprietários de uma fábrica de pranchas em Guarapari. ?Não troco isso por nada. Apesar dos tropeços, conseguimos o que queríamos, que é qualidade de vida?, garante. (MC)
Dicas do Moluscówski
Como localizar peixes
Comece arremessando nas faixas mais próximas. Se estiver com dois caniços, lance um em uma distância e o segundo em outra, até encontrar aquela em que a incidência de peixes seja maior. Não despreze a beira da praia. Às vezes os peixes maiores estão bem perto.