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O jogo, uma saída para a crise?

  • Por Jornalista Externo

“O jogo é um esporte, uma diversão, um prazer, uma alternativa para ganhar dinheiro ou um vício?”

Ninguém parou para calcular quanto a Caixa Econômica arrecada, livre de outras despesas, todos os dias com a Mega-Sena e outros jogos que o País legalizou.

O jogo, seja ele qual for, pode, por lei, ser permitido. No fundo, porém, ele sempre será imoral, pois até pela Bíblia ele é condenado. Porque, aos poucos, sem perceber, torna-se um vício para a maioria das pessoas.

Quem em Curitiba não conheceu ou não ouviu falar das “salas de carteado” que funcionavam em alguns “clubes” e das histórias de pessoas que perderam tudo o que conseguiram em muitos anos de trabalho, verdadeiras fortunas, se não de si, da herança deixada por seus pais?

O jogo cria uma compulsão, um desejo constante, um terrível vício. Quem ganha (mesmo tendo muito) quer ganhar mais; quem perde, quer recuperar o que perdeu e, quase sempre, nessa tentativa, acaba perdendo até o que não tem, se endividando.

O jogo cria uma falsa esperança!

Conduzidos pela mídia, envolvidos hoje nessa “ilusão-criada” no jogo, na aposta, muitos brasileiros estão “tentando” encontrar solução para os seus problemas de falta de dinheiro. Quanto mais apertada a situação, mais jogam.

Para alguns que ainda têm algum controle contábil, seguramente o jogo, hoje, está representando considerável percentual do seu orçamento.

Para muitos outros está faltando dinheiro para tudo: roupa, colégio, viagens, para pagar as contas, até para a comida; para “apostar” não falta.

– Hoje eu acerto; ganho na Loteria Federal, na Estadual, na Super-Sena, na Mega-Sena, na Quina, na Loto-Mania da Tele-Sena, na Loteria Esportiva, na Bem-de-Vida, na Roda-da-Sorte, na Premiata, na Pimba, na Raspinha ou no Bingo e aí sim, pago as minhas contas e compro o que está faltando para mim e para as crianças.

Essa falsa expectativa está levando milhões de brasileiros a viverem totalmente fora da realidade.

Todos sabem que só o trabalho sério, continuado e persistente, somado ao controle de gastos, à poupança, levará uma pessoa, uma família, um país, à prosperidade.

Infelizmente não existe outro caminho a não ser o trabalho, a produção. E todo o caminho de subida é difícil, exige esforço, sacrifício, dedicação, força-de-vontade, fibra, garra, desejo de vencer, de lutar, “realismo”.

Já o caminho da descida é fácil demais, é tranqüilo, não exige esforço nenhum. Como dizem, “para baixo todo santo ajuda”.

O que os responsáveis pelos destinos, pelo futuro do nosso povo, do nosso País, não estão contabilizando como um “prejuízo irreversível” é a formação dessa nova geração de brasileiros que “viciada” desde cedo pela legalização imoral do jogo, não irão entender ou aceitar como falsa essa “nova alternativa” de ganhar dinheiro.

Observem com atenção, quantos pais chegam a levar seus filhos, ainda pequenos, às casas lotéricas para que os ajudem nos “palpites”. e quantos jovens levam os “volantes” para casa para que seus filhos pequenos também anotem suas “apostas”.

Não é de pequeno que se ensina?

Que mau exemplo, que estupidez estamos permitindo acontecer.

E aqui também a Bíblia, o livro dos livros, pode ser citada: “Jamais deveremos escandalizar uma criança, ensinar-lhe o que é errado”.

Um vício leva ao outro. Do jogo à bebida é um pulo. E da bebida a outras drogas mais fortes é um passo. Somados estaremos a um piscar de olhos da decadência moral.

Não queremos que isso nos aconteça, claro, mas é o que, sem percebermos, surrepticiamente está nos acontecendo.

Resumindo: estamos enfiados numa jogatina. Com o objetivo de arrecadar mais, nos armaram essa cama-de-gato.

Hoje o Brasil é um grande cassino, com caça-níqueis, tipo “raspinhas” sendo vendidos até para crianças e em farmácias. Pior ainda: o avanço tecnológico está levando e facilitando apostas também pela internet.

E isso tudo está acontecendo num País onde o jogo é proibido. Imaginem se ele fosse liberado.

Casto José Pereira ? empresário

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