Um astrônomo alemão do Observatório Gemini conseguiu identificar um novo tipo de galáxias, apelidadas de “feijão verde” por sua incomum aparência, informou nesta quarta-feira o Observatório Austral Europeu (ISSO) desde sua sede na cidade de Garching, no sul da Alemanha.

Muitas galáxias têm um buraco negro gigante em seu centro que faz com que o gás de seu entorno brilhe, mas no caso das “feijão verde” não é apenas o centro que brilha, mas toda a galáxia.

Trata-se das maiores regiões radiantes e resplandecentes encontradas até agora e acredita-se que se alimentem por buracos negros no centro da galáxia, muito menos ativos do que o esperado para uma deste tamanho e brilho, segundo o estudo publicado nesta quarta pela revista “The Astrophysical Journal”.

A equipe em torno do astrônomo Mischa Schirmer acredita que as regiões incandescentes devem ser um eco de uma fase passada muito mais ativa do buraco negro e que irão obscurecendo paulatinamente à medida que os remanescentes da radiação atravessem a região e saiam ao espaço.

O cientista alemão se surpreendeu quando em uma imagem do Telescópio Canadá França Havaí (CFHT), no Observatório de Mauna Kea, no Havaí (EUA), encontrou um objeto que parecia uma galáxia, mas era de uma cor verde brilhante.

Para descobrir a origem deste incomum brilho, o Observatório solicitou imediatamente usar o telescópio de longo alcance (VLT, por sua sigla em inglês) do Observatório de Cerro Paranal, no Chile.