Greenpeace vai organizar
protesto contra a caça às baleias.

A organização de defesa do meio ambiente Greenpeace lançou um novo alarme pela caça de baleias, cuja temporada foi reaberta há poucos dias, mediante um comunicado em que acusa a Noruega e o Japão de justificar a caça dos cetáceos com motivos que “ignoram totalmente os fatos científicos”.

Em julho, além disso, a Greenpeace prevê protestar na Itália contra a caça das baleias, em ocasião da reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (IWC). O objetivo da organização ambientalista, que luta pelo respeito à moratória em vigor, será desviar a atenção da IWC da caça de baleias para a sua conservação.

A Noruega é o único país que permite a caça de baleias com fins comerciais ? enquanto o Japão e, desde o ano passado, também a Islândia falam de fins científicos. Os baleeiros noruegueses retomaram a caça em 1993, depois de haverem respeitado durante seis anos a proibição decidida pela IWC, que desde 1986 rechaça a caça comercial.

Até 2001, porém, o governo de Oslo se havia obrigado a destinar o produto da caça exclusivamente ao consumo interno. Mas há três anos esse limite foi superado e a carne de baleia é exportada ilegalmente, principalmente para o Japão, onde existe uma forte demanda, principalmente para a gordura de baleia, que na Noruega não é consumida.

A carne de baleia tem crescente aceitação, tanto na Noruega, onde seu alto preço é equivalente ao da carne bovina, como no Japão, onde seu consumo aumentou após o alarme pela doença da “vaca louca”.

No ano passado, a Islândia também rompeu a trégua, nesse caso justificando a retomada da caça por motivos de pesquisa científica.

“O Japão e a Noruega convenceram a Islândia a unir-se a eles”, disse o ativista da Greenpeace Frode Pleym, “para se sentirem menos isolados. Mas se a Islândia desistir da caça, derrotará a estratégia dos países caçadores, que tentam tornar a caça de baleias mais respeitável”.

Com esse fim, a Greenpeace lançou uma campanha para convencer os islandeses a promoverem o meio ambiente como atração turística, renunciando à caça das baleias.

Neste ano, 140 organizações de cerca de 50 países de todo o mundo lançaram uma campanha contra a caça de baleias, centrada na crueldade dos métodos de caça. “Não há um modo humano de matar uma baleia”, afirmam os ativistas, baseando-se em um informe da Sociedade Mundial Protetora dos Animais.

O principal acusado é o arpão, equipado com uma granada, que é utilizado pelos caçadores. A granada explode quando o arpão atinge o animal, matando-o imediatamente, afirmam os defensores desse sistema.

A organização ecologista afirma, no entanto, que na realidade a morte acontece depois de mais de dois minutos.

Neste ano, a temporada de caça norueguesa contará com cerca de 30 baleeiros, com uma cota total fixada de 670 animais, 41 a menos que no ano passado.