Uma mulher-bomba se matou e causou a morte de outras 19 pessoas em um mercado em Maiduguri, maior cidade do nordeste da Nigéria, neste sábado. A explosão de uma bomba colocada em veículo matou dois policiais em outra cidade da região.

Em Maiduguri, a mulher-bomba entrou no Mercado do Dia por volta das 13h (horário local), disse Mohammed Adamu, membro de um grupo de vigilantes que vinha tentando evitar ataques ao mercado, que já tinha sido alvo de uma bomba no mês passado, matando cinco pessoas. Quando os colegas de Adamu impediram a mulher de entrar no local, ela detonou a bomba, matando vários vigilantes, segundo ele. Em poucas horas, mais vigilantes entraram no mercado, isolando a área. O porta-voz da polícia Gideon Jibrin confirmou o incidente.

Outro ataque a bomba ocorreu na cidade de Potiskum, a oeste de Maiduguri, mas também no nordeste do país. A explosão matou dois policiais que haviam parado um veículo suspeito, que depois explodiu, disse o comissário de polícia Markus Danladi.

O Boko Haram, que tenta colocar o país mais populoso da África sob um regime fundamentalista islâmico, realizou uma série de ataques na última semana, mas o número de mortes ainda não foi confirmado. Autoridades estimam que centenas de pessoas morreram na onda de tiroteios de seis dias dentro da cidade de Baga e no entorno.

Na sexta-feira à noite, os combatentes do Boko Haram entraram em Damaturu, capital do estado de Yobe, no nordeste da Nigéria. Mas as Forças Armadas do país conseguiram impedir o avanço, conforme soldados e oficiais. “Muitos de nossos soldados sofreram ferimentos por arma de fogo”, disse um oficial, que pediu para não ser identificado.

Mais de 8 mil pessoas fugiram da região na semana passada, com cerca de 1 mil pessoas presas em uma ilha no lago Chade, informou a Organização das Nações Unidas (ONU). Cerca de 1,6 milhão de pessoas deixaram suas casas no nordeste da Nigéria para escapar do Boko Haram, conforme a ONU. Fonte: Dow Jones Newswires.