A polícia italiana prendeu na madrugada desta segunda-feira (5) dois membros de um grupo de ultradireita que em 1º de maio agrediram um jovem de 29 anos, Nicola Tommasoli, que se negara a lhes dar um cigarro, até deixá-lo inconsciente.
A agressão, que comoveu a opinião pública do país, foi cometida no centro de Verona, cidade turística do norte da Itália, imortalizada como cenário da história de Romeu e Julieta.
O estado da vítima, internada na unidade de terapia intensiva de um hospital da cidade, se agravou, segundo um boletim médico divulgado esta manhã.
Os médios permanecerão reunidos durante seis horas para verificar a ocorrência de morte cerebral e, se for o caso, pedirá aos familiares de Tommasoli autorização para retirar seus órgãos.
Ontem um jovem do grupo, pertencente a uma família de classe média alta, e envolvido anteriormente em outros episódios de violência, foi preso após confessar ser um dos autores da agressão a Tommasoli.
A vítima estava com amigos em uma rua do centro de Verona quando se negou a dar um cigarro ao grupo de cinco ultradireitistas que, diante da negativa, o espancaram brutalmente e fugiram em seguida.
Dos cinco, três estão presos e há rumores de que os outros dois teriam fugido ao exterior, com a ajuda da mãe de um deles.
O prefeito de Verona, Flavio Tosi, esteve no hospital onde Tommasoli está internado e reiterou seu repúdio à agressão, pedindo que os responsáveis sejam tratados com a maior severidade.
"Verona não é uma cidade neofascista e não merece esta etiqueta infamante por culpa de uns poucos vândalos", disse.
Segundo a polícia, os cinco membros do grupo são acusados de lesões gravíssimas. "Ainda devemos reconstruir exatamente a dinâmica da agressão", disse um dirigente da polícia de Verona.