O papa Bento XVI disse a diplomatas nas Nações Unidas, nesta sexta-feira (18), que respeitar os direitos humanos era a chave para resolver muitos dos problemas mundiais. Também advertiu que a cooperação internacional era ameaçada pelas "decisões de um pequeno número".

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O pontífice falou à Assembléia Geral da ONU, em sua primeira visita papal aos Estados Unidos. Para ele, a ONU é vital, porém o poder está muito concentrado.

"O consenso multilateral", disse ele, em francês, "continua em crise porque é ainda subordinado às decisões de um pequeno número".

"A promoção dos direitos humanos permanece a estratégia mais efetiva para eliminar as desigualdades entre países e grupos sociais, aumentando a segurança", afirmou o religioso.

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Bento XVI é o terceiro papa a falar nas Nações Unidas. O evento desta sexta-feira (18) contrastou com uma íntima reunião do dia anterior, em que o pontífice orou com vítimas de abusos sexuais na infância, cometidos por padres.

No início da manhã desta sexta-feira (18), o papa voou de Washington para Nova York. Lá foi recebido pelo cardeal da cidade, Edward Egan, e deu uma volta de helicóptero por Manhattan.

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Perto da ONU, várias centenas de fiéis, muitos deles hispânicos, saudaram o religioso. Também havia um pequeno grupo de manifestantes protestando contra o visitante.

Antes do discurso papal, Bento XVI e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, conversaram privadamente por 15 minutos.

O papa ainda visitará o Marco Zero – local do atentado de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center – e, no domingo (20), realizará uma missa no estádio dos Yankees.