Cinco das 12 refinarias da França voltaram a operar nesta terça-feira, após um período em que greves provocaram seu fechamento e a falta de combustíveis no país. “Nós temos agora cinco refinarias que decidiram retomar o trabalho”, disse à imprensa o ministro do Interior, Brice Hortefeux, após um encontro com outros ministros. “Isso significa que o retorno ao normal é gradual, mas constante,” acrescentou.

A França tem sofrido com a falta de combustível desde o início dos protestos nacionais dos trabalhadores. Até 25% dos postos ficaram sem gasolina neste mês. A intenção dos manifestantes é barrar a reforma previdenciária defendida pelo governo, que deve aumentar a idade mínima para aposentadoria no país de 60 para 62 anos. O texto está nos últimos passos de sua tramitação no Legislativo.

Os primeiros trabalhadores da refinaria começaram a encerrar a paralisação na segunda-feira, mas ainda deve demorar alguns dias para que as operações das refinarias voltem à capacidade total. “O feriado de 1º de novembro é uma preocupação, mas medidas foram tomadas para superar isso”, disse Hortefeux.

No auge das paralisações, na semana passada, o governo ordenou que a polícia rompesse as barreiras dos manifestantes em depósitos de combustível, além de buscar decisões legais para forçar parte do pessoal em greve a voltar ao trabalho. “Se nós tivermos que realizar novas requisições (judiciais), não iremos hesitar nisso”, garantiu Hortefeux.

No complexo portuário de Fos-Lavera, a greve dos trabalhadores chegou ao seu 30º dia. Nesse caso, os trabalhadores também são contra a reforma previdenciária, mas pedem ainda mudanças no gerenciamento da área. Há muitos navios-tanque que transportam petróleo e passam por esse complexo em Marselha, no sul do país. As informações são da Dow Jones.