“Onde estou?” e “Quem são vocês?”. Estas foram as primeiras primeiras palavras ditas por Christa Pike, logo após acordar depois de sobreviver a duas tentativas de execução por injeção letal nos Estados Unidos. Com informações da EFE.

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A condenada, que se tornaria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos, apresentou complicações de saúde após a tentativa frustrada em 30 de setembro. Pike desenvolveu pneumonia, sofreu um coágulo no braço e perdeu a capacidade de engolir. A equipe médica ainda avalia se ela recuperará o uso dos braços.

Diante do episódio, o governador do estado, Bill Lee, determinou a suspensão de todas as execuções previstas para o restante do ano. Paralelamente, em audiência no tribunal do condado de Davidson, o vice-procurador-geral, Will Ayers, evitou confirmar se o Estado solicitará uma nova ordem para a sentença.

A defesa de Pike argumenta que a cliente traz um histórico de severos traumas e abusos. “Sobreviveu ao abuso sexual infantil, a estupros cometidos por vários homens, a uma tentativa de suicídio aos 12 anos e agora à tentativa de execução pelo Estado. Ela e os moradores do Tennessee merecem respostas sobre o que fizeram com ela”, declarou o advogado Randy Spivey.

Por que Christa Pike está no corredor da morte?

Christa Pike foi condenada à morte em 1996 pelo assassinato da colega de estudos Colleen Slemmer, ocorrido no ano anterior. Atualmente, o corredor da morte do Tennessee conta com 42 pessoas. Desde o restabelecimento da pena capital nos EUA, em 1977, o estado executou 17 detentos.

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