O total de mortes causadas por uma série de ataques a bomba no Paquistão subiu para 120 nesta sexta-feira, segundo informações da polícia. Ontem, três incidentes marcaram um dos dias mais sangrentos dos últimos anos no Paquistão, onde o governo enfrenta uma tenaz insurgência do grupo fundamentalista Taleban e também movimentos separatistas, como na província do Baluquistão.

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Na cidade de Quetta, capital da província do Baluquistão, cinco pessoas que haviam ficado feridas, ontem, depois que um salão de bilhar foi atingido por duas bombas, morreram durante a madrugada, elevando o número de mortes para 86. O incidente no salão de bilhar, localizado em um bairro habitado pela minoria xiita, começou com um ataque suicida, mas foi seguido pela explosão de um carro-bomba minutos depois na mesma região.

Um cinegrafista da televisão paquistanesa, bem como socorristas e policiais que foram ao salão após a explosão da primeira bomba foram mortos pelo segundo artefato explosivo.

Um grupo sectário local, o Lashkar-e-Jhangvi, assumiu a autoria dos atentados. O Lashkar-e-Jhangvi é um grupo terrorista islamita, formado por sunitas. Eles costumam atacar a minoria xiita do Paquistão, que para eles, não é formada por muçulmanos.

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Mais cedo, um outro atentado também em Quetta matou 12 pessoas e feriu mais de 40 em uma área comercial, disse Shakeel. O Exército Unido do Baluquistão, um grupo armado separatista, assumiu a autoria do ataque. A região do Baluquistão é dividida pelo Paquistão e pelo Irã. Shakeel disse que a área comercial onde ocorreu a explosão é frequentada por paramilitares do governo e suas famílias.

Já na cidade de Mingora, no noroeste do Paquistão, um ataque a bomba em uma mesquita sunita matou pelo menos 22 pessoas e deixou mais de 70 feridas na quinta-feira, disse o oficial de polícia Akthar Hayyat. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. As informações são da Associated Press.

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